Possibilidades dialógicas percebidas em Matrix Revolutions (2003) e algumas aberturas a noções acerca dos conceitos geográficos

  • Rúbia de Paula Rúbio
  • Gilvan Charles Cerqueira de Araújo

Resumo

Este artigo pretende estabelecer um diálogo entre as possibilidades interpretativas do filme Matrix Revolutions, em sua
trilogia, com discussões acerca das noções geográficas, a saber: lugar, região, território, paisagem e espaço. Estas noções também
são assumidas como possibilidades interpretativas, a despeito de convergir com algumas definições de autores que serão
apresentadas. Neste sentido, irá se priorizar o que o filme pode vir a ser em cada leitura e em cada espaço-tempo de releituras de
suas múltiplas significações, em diálogo vívido com a Geografia. Uma grande contribuição da trilogia Matrix se refere ao olhar
complexo e não facilmente demarcatório dos conceitos geográficos, que demonstram se definir e redefinir em constante diálogo
que entre eles se estabelecem.

Referências

[1] AMARAL, A. A visão cyberpunk de mundo através das lentes escuras de Matrix. BOCC: Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação, v. 1, p. 1-4, 2003.

[2] ARAUJO, G. A presença de uma premissa categorial: a espacialidade nos conceitos-chave do pensamento geográfico. In: ARAUJO, G.; OLIVEIRA, N.; KUNZ,
S. Elementos de Teoria do Espaço Geográfico. Brasília: ACLUG, 2013.

[3] DOLFFUS, O. O Espaço Geográfico. 3ª ed. Rio de Janeiro: Difel, 1978.

[4] GUIMARÃES, H.; CASTRO, L. Matrix e geografia: das analogias à ontologia. Para Onde!?, v. único, p. 28-45, 2008.

[5] HAESBAERT, R. Dos múltiplos territórios à multerritorialidade. Porto Alegre. Disponível em:
. Acesso em: 30 out. 2013.

[6] HIBBIS, T. Niilismo e Matrix. In: IRWIN, W. Matrix: bem-vindo ao deserto do real. São Paulo: Madras, 2001.

[7] HISSA, C. CORGOSINHO, R. Recortes de lugar. Geografias, v. 2, n. 1, p. 7-21, 2006.

[8] KOSIK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2010.

[9] LEFORT, C. Sociedade “sem história” e historicidade.
Cahiers internationaux de sociologie, v. 12, 1952.

[10] LIMA, G. Mundo paralelo virtual no cinema: um estudo do espaço em “Matrix”. Dissertação de mestrado em comunicação pela Universidade Ahembi Morumbi, São Paulo, 2009.

[11] MARTINS, E. Geografia e Ontologia: o fundamento geográfico do ser. GEOUSP - Espaço e Tempo, n. 21, p. 33-51, 2007.

[12] MELO, A. O lugar-sertão: grafias e rasuras. Dissertação de mestrado em geografia. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2006.

[13] MORAES, A. Historicidade, consciência e construção do espaço: notas para um debate. In: SOUZA, M. A.; SANTOS, M. A Construção do Espaço. São Paulo: Nobel, 1986.

[14] OLIVEIRA, R. O Trabalho do Antropólogo: Olhar, Ouvir, Escrever. Revista de Antropologia, v. 39, n. 1, p. 13-37, 1996.

[15] RÚBIO, R. Em busca de sombras que não obscurecem uma luta: narrativas de vidas espaciais dos assentados e assentamento Cafundão (Mariana, MG). Monografia de conclusão de curso, Instituto Federal de Minas Gerais, Ouro Preto, 2012.

[16] SANTOS, M. O espaço Geográfico Como Categoria Filosófica. In: Terra Livre 5. O espaço em questão. AGB: Marco Zero, 1988, p. 9-20.

[17] SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.

[18] SOUZA, M. A. Apresentação: Milton Santos, um revolucionário. In: SANTOS, M. O retorno do território. Buenos Aires, Observatório Social de América Latina: CLACSO, 2005.

[19] ZIZEK, S. Bem-vindo ao deserto do real! São Paulo: Boitempo, 2008.
Publicado
2015-06-10
Como Citar
PAULA RÚBIO, Rúbia de; ARAÚJO, Gilvan Charles Cerqueira de. Possibilidades dialógicas percebidas em Matrix Revolutions (2003) e algumas aberturas a noções acerca dos conceitos geográficos. Revista Espinhaço | UFVJM, [S.l.], p. 24-35, june 2015. ISSN 2317-0611. Disponível em: <http://revistaespinhaco.com/index.php/journal/article/view/72>. Acesso em: 06 may 2021. doi: https://doi.org/10.5281/zenodo.3962863.
Seção
Artigos