Demografia Ecológica: população e desenvolvimento numa perspectiva ecocêntrica

  • José Eustáquio Diniz Alves

Resumo

O crescimento populacional e econômico tem enorme impacto sobre o meio ambiente. Desde o início do Holoceno, há cerca de 12 mil anos, a humanidade passou de algo em torno de 5 milhões de habitantes para a casa dos milhares de milhões, podendo chegar a mais de 11 bilhões de pessoas em 2100. Foi e tem sido um crescimento demográfico espetacular. Mas o crescimento das atividades econômicas foi muitas vezes maior. O crescimento econômico global se acelerou com o início da modernidade e a expansão europeia, especialmente após as Grandes Navegações e o processo de colonização e exploração dos recursos naturais das Américas. Porém, este crescimento tornou-se exponencial depois da Revolução Industrial e Energética que teve início no final do século XVIII. No período conhecido como modernidade clássica, houve grande progresso humano, mas, concomitantemente, retrocesso ambiental. Esta oposição entre os avanços materiais da humanidade e o recuo material e energético dos ecossistemas se mantém e se aprofunda na modernidade tardia (ou pós-modernidade), possibilitando, inclusive, o surgimento de uma nova era geológica. Para analisar a realidade ecológica da pós-modernidade, surgiu a sociologia ambiental de cunho ecocêntrico. No campo da demografia, as análises teóricas e empíricas que buscam relacionar a dinâmica populacional em conjunto com a dinâmica ecológica ainda são uma promessa. O objetivo deste artigo é discutir a relação entre população e desenvolvimento no Antropoceno e os desafios colocados por uma demografia com perspectiva ecocêntrica.

Publicado
2018-08-14
Como Citar
ALVES, José Eustáquio Diniz. Demografia Ecológica: população e desenvolvimento numa perspectiva ecocêntrica. Revista Espinhaço | UFVJM, [S.l.], p. 36-45, aug. 2018. ISSN 2317-0611. Disponível em: <http://revistaespinhaco.com/index.php/journal/article/view/204>. Acesso em: 18 sep. 2018.
Seção
Artigos