A cosmopolização no universo em expansão e contração: integração e exclusão nas redes urbanas do mundo em desenvolvimento

  • Douglas Sathler
  • Roberto Monte-Mór

Resumo

A globalização reestruturou as relações entre as cidades com implicações em todo o planeta. As principais cidades do mundo, denominadas de Cosmopolis em uma perspectiva pós-moderna, é a expressão máxima do avanço da globalização. O artigo apresenta algumas reflexões que consideram os impactos desse processo nas redes urbanas, o surgimento dos grandes centros de expressão global e as novas configurações das redes urbanas ao redor do mundo. Após isso, busca-se explorar aspectos relativos à integração das redes urbanas dos países em desenvolvimento no sistema global de cidades. As redes urbanas destes países, geralmente mais fragilizadas e menos dinâmicas em comparação as porções mais desenvolvidas do Globo, revelam a coexistência de diferentes padrões de articulação muitas vezes marcados pela fluidez e pela conectividade e outras vezes marcados pela rugosidade e pela exclusão. No mundo em desenvolvimento, a ideia de Cosmopolis entendida como sendo algo ainda não totalmente concretizado, tem um maior poder explicativo do que quando utilizada apenas para rotular cidades como São Paulo, Cidade do México, Bombaim ou Buenos Aires. Neste caso, seria mais válido pensar em cosmopolização, ao invés de Cosmopolis, direcionando o foco das atenções para o processo, o que poderia revelar muito mais do que confundir. As cidades em globalização, ou em cosmopolização, não se tornarão cidades exatamente iguais aos atuais centros de comando da economia mundial. Assim como nos estudos sobre a globalização, os processos que regem o aumento da participação das cidades numa escala global devem dialogar com as especificidades regionais e locais ao redor do mundo. 

Publicado
2017-03-05
Como Citar
SATHLER, Douglas; MONTE-MÓR, Roberto. A cosmopolização no universo em expansão e contração: integração e exclusão nas redes urbanas do mundo em desenvolvimento. Revista Espinhaço | UFVJM, [S.l.], p. 2-15, mar. 2017. ISSN 2317-0611. Disponível em: <http://revistaespinhaco.com/index.php/journal/article/view/15>. Acesso em: 23 feb. 2020.
Seção
Artigos